PAPO COM IDOSOS- Seu Benedito Absolon, um ex-cabeleireiro e artesão em Elesbão Veloso, se emociona ao falar de perda da visão: "difícil de aceitar"

Por: José Loiola Neto

O último "Papo com Idosos" do Painel Popular/FM Eldorado, domingo passado, dia 19/3 foi com o aposentado Benedito Absolon da Silva, 76 anos(10/07/1940), nascido na localidade Carnaíbas, situada às margens da BR-316 sentido Teresina.

Ali, permaneceu até 1957, quando a família transferiu domicílio para localidade Pau D´Arco. A vinda para Elesbão Veloso se deu em 1979, e se encontra até hoje, Benedito foi servidor efetivo da Prefeitura de Elesbão Veloso por 24 anos e atuava como vigilante até se aposentar em 2009.
Seu Benedito Absolon
Benedito é um dos 8 filhos do casal Francisco Absolon da Silva e Luzia Bentas Gonzaga. Boa parte dos irmãos já faleceram, um deles José e Raimundo Absolon. Há apenas uma irmã viva, a senhora "Chida", que reside no bairro Sambaíba.

A profissão de barbeiro veio quando ele ainda morava na zona rural, lá realizava seus préstimos serviços para moradores. Além de barbeiro foi também artesão e confeccionava peças com couro.

- Aprendi com meu pai, fazia gibão, perneiro, dava para tirar uma renda, mas com o passar do tempo acabou.

Morador da Rua Major Tunico, bairro de Fátima, seu Benedito casado com dona Anazila Clarindo Silva com quem constituiu um família de 9 filhos, são eles: Nivaldo, Maria José, Francisco, o Peruca, Zezinho, Evaldo, Bitóim, Paulo e Lindinalva.

- Por estar mais próximo, o Evaldo é que mantém mais contato comigo, boa parte deles estão em São Paulo, já tenho vários netos e um bisneto.
Seu Benedito chorou ao comentar fato de ter perdido a visão
Bastante ativo no passado, não apenas no campo do trabalho mas na vida social, a perda da visão o limitou a ficar todo o tempo em casa, motivo que o deixa emocionado à ponto de ir às lágrimas. Ele acha que o problema é decorrente á época em que costurava fazendo gibão a luz de lamparina.

- Pensando em ficar bom, ano passado fiz uma cirurgia durante um mutirão em Picos, mas não teve jeito.

Hoje não saio mais de casa, somente quando quando vou tirar o dinheiro de 30 em 30 dias, é ruim demais, tenho saudade da minha mocidade, brinquei demais, dancei muito, foi uma das piores coisas que poderia acontecer a perda da visão, difícil de aceitar. Logo eu que fazia minhas coisas sozinho agora viver de favor. Naquele tempo fazia o que eu queria, hoje faço o que os outros querem.

Fumante e apreciador de uma boa cerveja enquanto jovem e até certa idade da vida adulta, ele disse que largou os vícios e não encontrou nenhuma dificuldade para interromper o uso. Ele relata que não fosse a visão comprometida teria disposição para trabalhar entre 10 e 15 anos, na medida em que a saúde corporal é perfeita.
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